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Conhecido por ser um rito de passagem para quem está prestes a começar o curso superior, o trote de faculdade costuma atrair muitos jovens — mas também provoca receio naqueles que nunca participaram de um. Isso porque a qualidade da experiência depende bastante de quem organiza o evento (no caso, os estudantes veteranos), o que coloca os calouros em uma posição de vulnerabilidade.

Muita gente não sabe, mas a tradição do trote universitário começou na Europa, durante a Idade Média, quando os ingressantes das universidades eram proibidos de frequentar os mesmos espaços que os veteranos. A segregação era acompanhada de atos como o de queimar as roupas dos calouros e raspar suas cabeças, algo que continua tendo adeptos em pleno século XXI.

Diante disso, este post foi preparado para mostrar a você por que nem todo trote de faculdade precisa ser assim. Então, continue a leitura e confira informações e dicas fundamentais para transformar essa tradição em algo mais leve e produtivo para todos os envolvidos!

Por que tomar cuidados com trotes universitários convencionais?

Como mencionamos, um dos tipos de trotes mais comuns é o ato de raspar a cabeça dos calouros. Sujá-los de tinta, fazer com que peçam dinheiro a quem passa no semáforo e obrigá-los a fazer passos de dança supostamente engraçados em público são outras atividades adotadas como trote de faculdade.

Embora tudo isso possa parecer inofensivo, a princípio, o fato é que muitos estudantes podem não se sentir confortáveis em participar — até porque nem todo mundo quer raspar o cabelo de repente, não é? Outro problema é que, mesmo começando com a intenção de servir apenas para todos se divertirem, o trote pode evoluir para atitudes mais agressivas e humilhantes.

Quando há o consumo de bebida alcoólica, por exemplo, o que é muito comum entre os jovens, não é difícil prever que isso pode levar a brigas e até mesmo a problemas de saúde, se alguém beber demais. Situações como essa podem ter consequências muito sérias, como estudantes feridos e até mesmo mortos, por incrível que pareça.

Um caso de trote de faculdade que chamou a atenção de todo o país devido ao seu resultado trágico ocorreu em 1999, em São Paulo. Naquele ano, um calouro do curso de Medicina que não sabia nadar acabou morrendo afogado na piscina, depois de passar pelas humilhações promovidas por alguns veteranos.

Por esse e outros casos de trotes que não acabaram bem é que se deve tomar bastante cuidado na hora de planejar as atividades do evento. Afinal de contas, esse é um momento importante de integração entre os estudantes e deve ser o mais positivo possível.

Quais as alternativas para fazer um bom trote de faculdade?

A preocupação com os impactos do trote universitário fez surgir uma tendência que tem ganhado cada vez mais força: deixar os trotes convencionais de lado e optar por ações produtivas. A seguir, confira algumas alternativas para inovar ao promover esse ritual de passagem.

Atividades de integração

A ideia aqui é organizar várias atividades para recepcionar os calouros e fazer com que se sintam parte da instituição de ensino. Gincanas, debates e oficinas são alguns exemplos do que pode ser feito sem incluir as ações típicas dos trotes tradicionais. A própria faculdade também pode realizar algumas palestras para ajudar os novos universitários a se adaptarem à vida acadêmica.

Apadrinhamento estudantil

Todo veterano se lembra muito bem de como a vida de calouro pode ser cheia de desafios. Por essa razão, outro trote interessante é o apadrinhamento estudantil, que consiste em ter veteranos apresentando as instalações da faculdade aos alunos, explicando como cada coisa funciona e tirando suas dúvidas. Essa é uma boa maneira conhecer novos colegas e até de fazer amizades para a vida toda.

Campanha de doação de sangue

Muitas instituições de ensino têm promovido a importância da doação de sangue e também de medula óssea como forma de trote de faculdade. Nesse caso, os veteranos podem ajudar a divulgar a campanha e conscientizar não só os calouros, mas outras pessoas. Na hora da doação, todos podem aderir a esse gesto que salva vidas.

Trabalho voluntário

Fazer trabalho voluntário é mais uma tendência de trote que busca causar um impacto positivo tanto para os estudantes quanto para a sociedade. A ideia é organizar grupos de calouros e veteranos para brincar com as crianças em abrigos e creches, ler para os idosos em asilos, fazer limpeza em abrigos de animais, recolher lixo jogado em praias e parques, entre outras opções.

Trote solidário

O trote solidário segue a mesma linha do trabalho voluntário, só é mais voltado para a arrecadação de diversos materiais e doação para quem precisa. Alimentos não perecíveis, produtos de limpeza e de higiene pessoal, roupas, calçados, brinquedos, livros e livros escolares são alguns tipos de itens que podem ser arrecadados e doados a projetos beneficentes.

Quais as dicas para conseguir fazer um bom trote universitário?

Para promover um bom trote universitário, é fundamental ter bom senso para escolher atividades que sejam positivas ou, no mínimo, que não sejam desagradáveis e humilhantes. Durante o trote, também é imprescindível ficar atento a possíveis situações abusivas e não ser conivente com elas. Se houver agressões, ameaças e constrangimentos, por exemplo, não hesite em denunciar o caso à reitoria.

Outra dica importante é não promover atividades que criem um sentimento de terror ou de dívida entre calouros e veteranos. Todos são estudantes da mesma instituição de ensino, possivelmente colegas de curso e, no futuro, de profissão. É preciso haver respeito mútuo e não uma espécie de hierarquia sem fundamento.

Por fim, vale a pena ressaltar a importância de ter inteligência emocional para reconhecer os limites de cada pessoa na hora de colocar o trote de faculdade em prática. Seja em um trote convencional, seja em um trote solidário, é essencial deixar os calouros à vontade para participar ou não — e para abandonar a atividade a qualquer momento. Somente assim a experiência será benéfica para todos.

Gostou das nossas dicas? Compartilhe este post nas suas redes sociais e ajude a disseminar as novas ideias para trote universitário!

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