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É claro que queremos um ano letivo tranquilo e produtivo na faculdade. Porém, precisamos saber como balancear as novas amizades e a autonomia que o ambiente proporciona às exigências próprias de uma nova rotina de estudos. Independentemente do curso escolhido, as atitudes e a postura de um calouro são fundamentais para obter sucesso na faculdade e na carreira

Quer saber quais erros você não pode cometer no seu primeiro ano de graduação? Neste post, listamos 9 erros para evitar. Você vai descobrir o que fazer e o que não fazer para atravessar esse período com tranquilidade e ir bem na profissão que escolheu. Acompanhe!

1. Quem idealiza não realiza: expectativas x realidade

O primeiro ponto que precisa ser considerado é a diferença que o calouro pode encontrar entre o que ele espera da vida universitária e o que ela realmente é. Em outras palavras, suas expectativas às vezes não vão corresponder à realidade e isso pode fazer com que você tenha decepções ou frustrações.

Muito se fala sobre liberdade na faculdade. É verdade, em partes: não é preciso pedir permissão para sair de sala ou para usar o celular durante a aula. Ainda assim, o bom senso nunca deve sair de moda. Recomenda-se que você tenha moderação nas pausas para o cafezinho entre uma aula e outra ou para não atrapalhar a si mesmo e os colegas com os dispositivos móveis.

Além disso, para não se sentir frustrado ao iniciar a vida de calouro, é fundamental pesquisar bastante antes de escolher o curso e a instituição de ensino. Procure saber quais são as disciplinas oferecidas, se há matérias optativas ou se todas são obrigatórias e se a infraestrutura é satisfatória. Assim, você se programa e consegue focar nas matérias mais interessantes.

Veja também se há orientação para estágios e quais os eventos de extensão proporcionados. Busque informações na página da faculdade e, se possível, faça contato com quem já estuda ou tenha se formado lá. Dessa forma, a realidade que você vai encontrar não terá caráter fantasioso e pode evitar muita decepção.

2. Força, foco e fé: disciplina, organização e motivação

A vida acadêmica requer disciplina e atenção. Para ser bem-sucedido desde o primeiro semestre do curso, o estudante precisa dedicar-se às atividades próprias dessa nova fase: dependendo da área escolhida, os professores vão solicitar mais leituras, fichamentos e seminários — práticas nem sempre exigidas no ensino médio.

Você precisará de disciplina para manter o foco nos estudos, pois são muitos os eventos oferecidos aos calouros pelos colegas de curso. Lembre-se de que, agora, você trabalhará em períodos semestrais, então deixar tudo para o último minuto é um risco muito grande. Qualquer desvio pode significar um mal desempenho em uma disciplina.

Diferentemente do ano letivo, os prazos para cumprir as tarefas solicitadas pelos professores são mais curtos e, além disso, a aprovação é dada por disciplina. Muitas são pré-requisito para que você possa se matricular no semestre seguinte e, caso haja uma reprovação, toda a estrutura do seu curso será afetada. Ou seja, você segue com as outras matérias, mas vai se atrasando em algumas.

Mas não é um bicho de 7 cabeças. Para manter o equilíbrio entre a vida pessoal e os estudos, alguns pontos devem ser considerados:

2.1. Força: mantendo a disciplina

É preciso ter força de vontade, para estudar e autocobrança nunca é demais. Os professores costumam delegar mais responsabilidade aos alunos, mas não cobram tanto, como acontecia na época da escola. Por isso, a preocupação com datas de provas, material a ser estudado e prazos para entrega de trabalhos tem que ser sua.

2.2. Foco: cuidando da organização

 

Quando se trata da palavra "foco", ela quase sempre vem precedida do verbo "manter". Isso porque estar atento o tempo todo é algo que merece atenção diária. Nesse caso, é melhor prevenir que remediar, não é mesmo? Antes que o foco se desvie, tome medidas para manter a organização dos seus estudos e uma rotina produtiva.

O que significa isso? É claro que ela não envolve oito horas seguidas de estudos diários, inclusive aos fins de semana. Alternar estudo e lazer, destinando tempo para atividades complementares, é possível e recomendável. Nosso cérebro trabalha melhor se praticamos atividades físicas, se relaxamos com um filme ou se simplesmente paramos para fazer aquelas tarefas domésticas no intervalo das leituras.

Para isso, é importante fazer um cronograma de estudos a fim de não acumular conteúdo a ser estudado antes da prova. Separe também um tempo para sair com os amigos e socializar. Uma mente cansada que só pensa nos estudos certamente não terá energia para ficar atenta o tempo todo — afinal, uma hora a bateria acaba!

2.3. Fé: relembrando a motivação

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Com o passar do tempo, a vida universitária vai deixando de ser novidade e a rotina chega para ficar. Nesse cenário, é preciso rever diariamente seus propósitos: por que estou fazendo este curso? Aonde quero chegar? Quais ações serão benéficas para alcançar meus objetivos?

Tendo isso em mente, fica mais fácil ater-se ao calendário de estudos, pois você sabe o que deseja a longo prazo. Além disso, tem conhecimento de que todas essas etapas são necessárias para cumprir o trajeto para a futura conquista.

3. Calouros, veteranos e professores: o ecossistema social da faculdade

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Como se estrutura a hierarquia social na faculdade? Sabemos que em sua base estão os calouros. Por não conhecerem muito bem como tudo funciona, alguns veteranos maldosos podem se aproveitar disso. A cerimônia do trote é uma confirmação, não é mesmo? Os recém-chegados são muitas vezes obrigados a passar por humilhações, como pedir dinheiro no sinal, ter o corpo pintado ou o cabelo cortado etc.

A boa notícia é que esse tipo de cerimônia, tão antiga quanto as universidades, tem se reinventado, transformando-se em uma recepção mais acolhedora aos novos estudantes. Um exemplo é o trote solidário, em que os novatos são convidados a doar sangue ou fazer alguma outra atividade em benefício de outrem. Bem melhor, não acha?

De qualquer forma, não é preciso temer os veteranos. Quem já está na faculdade há mais tempo pode ser uma ótima fonte de informações e referências. Por isso, não se isole, convivendo apenas com outros calouros. Evite o erro de interagir apenas com pessoas que estão na mesma situação que você para não correr o risco de passar pelo curso vivendo em uma bolha social.

É importante ainda que, no ano seguinte, quando a posição de veterano for sua, que você esteja aberto a transmitir seus conhecimentos e experiências aos novatos. Assim, forma-se uma comunidade unida, que pode até ajudar a conseguir futuros estágios e empregos. É o primeiro passo para conquistar contatos profissionais.

Com relação aos professores, a hierarquia costuma se manter, mas agora de uma forma mais adulta, mais madura. Eles não vão ficar no seu pé o tempo todo, implorando para que todos prestem atenção no conteúdo ou participem dos debates em sala. A liberdade que você ganha é proporcional ao aumento da responsabilidade, sabia?

Mantenha relações amigáveis e respeitosas com seus novos professores, pois eles também são ótimos contatos na área em que atuam e podem indicar a alguma vaga no futuro. Por isso, procure agir com sabedoria, demonstrando proatividade e vontade de aprender. Nesse período da sua vida, não é só a nota no currículo que importa.

4. Livro, xerox ou e-book: qual a melhor fonte de informação?

Acostumados com livros didáticos, que acompanham os estudantes vindos do ensino médio durante o ano letivo, os calouros se deparam com a seguinte situação: o professor indica referências bibliográficas que podem ser tanto livros na íntegra quanto apenas um capítulo ou um artigo. Por isso, não vá se animando a comprar todos os livros indicados nem a fazer cópias xerografadas de todo o material. Há opções mais econômicas e sustentáveis.

Por outro lado, muitos professores costumam adotar "apostilas" com os textos compilados, o que propicia a prática pouco recomendada de reprodução de textos e gasto excessivo de material de impressão. Uma boa opção é sondar com os veteranos se eles já têm os textos xerocados, já que a bibliografia não se altera radicalmente de um semestre para outro. Você economiza dinheiro e evita desperdício de papel.

Não deixe de conferir também se o professor oferece os textos em PDF ou se alguém da turma pode ficar responsável por escanear as páginas recomendadas, disponibilizando-as para os demais. Muitos materiais já estão disponíveis em versão digital, então não deixe de conferir também — procure no Google Livros e na Amazon.

5. Currículo Lattes: o que é e como fazer o seu

Esta é a sua verdadeira entrada no mundo acadêmico: fazer um currículo no Lattes. A plataforma foi criada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Nela, você pode registrar todas as informações sobre o curso que está fazendo, as áreas de atuação, as pesquisas em desenvolvimento, os estágios e tudo que possa ser importante.

Depois de criar o currículo na plataforma, não se esqueça de registrar todos os eventos e guardar os certificados. Se participar de uma palestra, atuar como monitor, ajudar a organizar uma semana temática, por exemplo, insira as informações no Lattes e organize em uma pasta os comprovantes.

No futuro, na hora de enviar o currículo a algum possível empregador ou participar de um concurso, fica bem mais fácil reunir as informações. A plataforma também gera uma versão para imprimir modelos resumidos ou completos do seu Lattes. Simples, fácil e organizado.

6. Estudo x trabalho x lazer: um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar

Outro erro comum vivido por calouros é não separar a vida social da vida profissional e acadêmica. No mundo virtual, em que etapas são concluídas e desafios são apresentados em velocidade recorde, a produção de serotonina, o hormônio da felicidade, é acelerada. Isso pode fazer com que o jovem dedique seu tempo ao prazer em vez de priorizar o estudo.

Para isso, nada melhor que usar o ambiente digital para auxiliar no campo dos estudos — seja por meio de aplicativos de organização ou de conteúdo para pesquisas. Estudar e se divertir não necessariamente estão em campos opostos, mas é preciso ter disciplina para conciliar as duas tarefas.

Um erro recorrente de alunos que trabalham e estudam é não dedicar tempo para curtir a família e os amigos ou descansar a cabeça. Como esse tipo de aluno dificilmente tem um intervalo entre o trabalho e as aulas, é mais provável que deixe as atividades para serem feitas aos finais de semana.

Por isso, recomenda-se evitar esse tipo de prática a todo custo. Separe um tempinho do almoço para aquela leitura atrasada, preste atenção às aulas e tire as dúvidas enquanto está na faculdade, para não perder tempo tendo que aprender a matéria depois. Além disso, aproveite de recursos tecnológicos para facilitar a sua vida.

7. Era isso mesmo que eu queria? O 1º ano não reflete o curso todo

Esse é um dos erros mais comuns cometidos pelos calouros, que chegam ao início das aulas deslumbrados com a escolha do curso que fizeram e deparam-se com disciplinas mais genéricas nos primeiros semestres. É certo que você não será fã de todas as matérias ofertadas — pode ser até que odeie algumas, inclusive —, mas tenha paciência para seguir os passos da formação.

O currículo das instituições é pensado para formar o aluno da melhor forma possível, do genérico e global ao particular e especializado. Por isso, cumpra com calma cada etapa, absorvendo todo o conteúdo que puder e preparando-se para as disciplinas mais complexas. Tudo tem seu tempo, afinal.

Vamos ver um exemplo: imagine a felicidade de um calouro de Medicina — um dos cursos mais procurados do Brasil, que dura em média seis anos — que sempre desejou ser obstetra. Ele precisa passar primeiro pelas disciplinas introdutórias (e isso pode durar uns dois anos, dependendo da instituição), que normalmente são teóricas.

Precisa também adquirir um conhecimento básico em todas as áreas do curso: anatomia, bioquímica, fisiologia, hematologia, entre outras. Isso vai prepará-lo para conhecer todo o complexo funcionamento do corpo humano. Nessa fase, ele ainda terá algumas disciplinas de Humanas, como ética, antropologia, história e ciências sociais.

Só depois dessa formação inicial é que começa a fase clínica: o estudante passa a ter mais contato com pacientes e aprende a lidar com eles. Também se dedica a estudar mais a fundo as doenças (causas, tratamentos, complicações) e vê disciplinas como farmacologia. É nesse período que o nosso futuro obstetra estuda embriologia, a disciplina responsável por estudar o desenvolvimento do ser humano, da fecundação ao estado embrionário.

Nos últimos anos do curso de Medicina, o estudante se dedica mais à prática, na fase de internato. Faz plantões, auxilia em cirurgias e tem uma rotina bem puxada. Quando se formar como médico generalista, aquele aluno precisará se dedicar mais algum tempo à especialização em Ginecologia e Obstetrícia para, finalmente, realizar seu sonho.

Por essa razão, faz toda a diferença que ele tenha isso em mente para evitar decepções. Afinal, nem todas as instituições de ensino contam com laboratórios e instalações de ponta, itens essenciais para aprimorar sua formação.

8. O calouro e o conhecimento

A forma como o calouro se enxerga nessa nova realidade, lidando com professores mestres e doutores, experts em suas áreas, pode ser bastante conturbada. Nesse sentido, são dois os problemas recorrentes: subestimar ou superestimar a própria capacidade.

É comum que o calouro, com contato diário com professores, tenha o julgamento de que é menor e menos sábio em relação ao conhecimento que tem. Ele tende a achar, nessas situações, que não tem embasamento suficiente para acompanhar a explicação que será dada ou que está aquém do ritmo de aprendizado da turma.

Saiba que, nos primeiros semestres, o número de alunos em sala costuma ser maior, e o professor não conhece todas as individualidades da classe. Porém, isso não pode ser empecilho para resolver seu problema. Estando ou não com dificuldades na disciplina, converse com o professor e peça sugestões de leituras complementares.

Outra opção é procurar os monitores — geralmente, são alunos dos períodos mais adiantados que oferecem assistência nesses casos. Eles estarão disponíveis para estudar com você e ajudá-lo a acompanhar as aulas.

Por outro lado, também é errado o calouro não se mostrar humilde ou lidar com o conhecimento com arrogância. Alguns supervalorizam o próprio potencial por crerem que dominam o assunto nas disciplinas introdutórias. Se elas são ofertadas, deve haver motivos, e um deles é que nem todos os estudantes frequentaram aquele colégio de ponta ou já conhecem o básico para começar.

Esse vai ser o melhor momento para fazer amigos. Então, aproveite: em vez de se sentir superior e menosprezar os colegas dizendo que a matéria é fácil demais, ofereça auxílio. É possível até criar grupos de estudo para explicar o conteúdo a eles. Pode ser que a situação seja inversa no semestre seguinte.

9. A graduação não é o fim do processo

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Principalmente nos dias de hoje, em que há tanto conhecimento disponível e as novas tecnologias estão se desenvolvendo de forma tão rápida, é preciso estar atualizado constantemente. Então, é inadmissível achar que você vai encerrar sua vida estudantil com a graduação.

Ela é parte do processo de formação no ensino superior. Isso porque, para conseguir boas colocações, receber um bom salário e estar em dia com as novidades da sua área de atuação, você precisa se especializar e dar continuidade à formação.

Você pode escolher uma pós-graduação lato sensu, um MBA ou um mestrado. Por isso, desde o início da graduação é interessante pensar no futuro. Opções não faltam. De acordo com as disciplinas de que você mais gosta ou a área com que mais identifica, você vai direcionando sua escolha. Dessa forma, sua carreira vai se definindo sem pressa, passando pelas etapas já planejadas tendo em vista o sucesso.

Um calouro do curso de Direito, por exemplo, pode não ter definido no primeiro semestre qual especialização fará ou a área em que vai atuar. Ao longo dos semestres, porém, percebe que vai se familiarizando com as disciplinas de Direito Civil e procura saber, antes de se formar, quais instituições oferecem Especialização nessa área.

Ou então um futuro engenheiro civil que, tendo em mente a preocupação com o prosseguimento da carreira, planeja entrar no mercado de trabalho enquanto cursa um MBA em Gerenciamento e Execução de Obras. É possível que o estudante que faz esse planejamento terá mais chance de sucesso, não é verdade?

Agora que já entendeu os erros que não podem ser cometido, você se sente mais preparado para entrar na vida de calouro? Para que esse seja o primeiro passo de uma formação e de uma carreira de sucesso, certifique-se de buscar informações confiáveis sobre a instituição de ensino. Além disso, organize sua rotina de estudos, dedicando tempo também ao lazer.

E mais importante: faça um planejamento de sua vida universitária e profissional. Trace metas e objetivos para aplicar nos estudos e ir decidindo aos poucos seus próximos passos no mercado de trabalho. Tenha certeza de que eles podem ser alcançados — afinal, essa missão precisa ser encarada com realismo.

Por isso, é interessante preparar-se desde calouro. Lembre-se de criar o currículo Lattes e ir em busca de oportunidades, tanto nas aulas quanto nas atividades de extensão. Com mais tempo para se programar, as chances de um resultado positivo são bem maiores. Daqui a alguns anos, você vai se tornar o profissional que sempre sonhou ser.

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